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Pró-Reitoria de Extensão

Todas as quintas: Feira Agroecológica movimenta Câmpus I da Universidade Estadual da Paraíba

4 de outubro de 2018

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Ensino, pesquisa e extensão. Três práticas que sustentam a educação pública superior e que refletem o papel da Universidade na sociedade. E é com o intuito de englobar esses três pilares que o projeto de extensão “Conhecemos o solo que pisamos? Troca de saberes entre atores de diferentes realidades”, coordenado pelo professor Simão Lindoso de Souza, tem buscado alternativas para estreitar os laços entre comunidade e Universidade e, assim, construir conhecimento de forma coletiva.

Dessa forma, a Feira Agroecológica, realizada semanalmente na Praça de Alimentação do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CBS), no Câmpus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), se estabelece como forma de materializar esses laços e integrar agricultores agroecológicos de diferentes territórios do Estado, alunos, professores e demais pessoas da comunidade acadêmica para compartilhar saberes.

Por um lado, o espaço se firma com o intuito de dar visibilidade a produção orgânica e contribuir, economicamente, com os agricultores. De outro, constitui-se como um laboratório vivo, que permite aos graduandos entrarem em contato com os produtores e aprenderem sobre as suas realidades e a cultura agroecológica. “A gente tem que pensar exatamente isso: ‘derrubar’ os muros da Universidade e abrir os portões, tanto para os nossos estudantes terem uma experiência real com os agricultores e chamando a sociedade para dentro da Universidade”, enfatiza Simão.

O projeto, que envolve 10 graduandos, faz parte do Programa de Extensão “Agroecologia e o Diálogo de Saberes na Universidade: Ações do Núcleo de Extensão Rural Agroecológica em Territórios Paraibanos”, e é vinculado ao Núcleo de Extensão Rural Agroecológica (NERA) e ao projeto “Centro Vocacional Tecnológico – Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido”.

De acordo com o professor Simão, o que move o NERA é trabalhar nas bases e com os agricultores. Assim, através da extensão, os alunos visitam as comunidades, as organizações e casas dos agricultores para conhecerem a produção agroecológica na prática e por meio dos próprios produtores, que detém os conhecimentos sobre a cultura. Apesar de ser uma atividade impulsionada pelo projeto de extensão, professor Simão ressalta que a realização da feira não partiu apenas da academia, mas é fruto do anseio dos próprios produtores. “Isso não é só resultado de um projeto de extensão. Ele vai muito além. Vai da organização dos agricultores”, pontuou.

A agricultora Marlene Ferreira, do sítio Floriano, em Lagoa Seca, enfatiza que a abertura promovida pela Universidade é importante, porque valoriza o produto agroecológico do agricultor e agricultora e permite que as pessoas conheçam a produção orgânica. “Eu já faço parte de uma organização, que é a EcoBorborema, e a gente já tem um trabalho desde 2000, em Lagoa Seca. Então, para a gente ter mais espaço pra divulgar o nosso trabalho e trazer para dentro de uma Universidade, é importantíssimo. É uma maneira da gente divulgar e trazer produtos que levam saúde e qualidade de vida para as pessoas que estão comprando”, destaca.

E é com o intuito de oferecer um alimento saudável e livre de agrotóxicos, como também fortalecer a agroecologia, que a EcoBorborema, organização que integra 14 sindicatos de trabalhadores rurais da região da Borborema, realiza 12 feiras agroecológicas em municípios que compõem o Polo da Borborema. Aqui em Campina Grande, os produtos podem ser adquiridos no Museu do Algodão, às quartas-feiras, e na feira da UEPB, todas as quintas.

Texto: Luana Gregório (Estagiária)
Fotos: Giuliana Rodrigues e Luana Gregório